Criando um Site Passo a Passo: Parte 2

Olá pessoal,

Continuando a série de artigos “Criando um Site Passo a Passo” sobre as etapas para a construção conceitual de um site, falarei agora sobre o “briefing”. Para acompanhar a seqüência, recomendo que leiam o artigo anterior:

Bem, para falar num português bem “dizido” (hehehe… dito fica mais legal) este termo em inglês, briefing , seria a etapa em que o webdesigner/desenvolvedor web faz para obter informações do seu cliente a fim de desenvolver seus projetos.

E aí você se pergunta: “Como assim?” – e eu explico:

medico-briefingImagine-se numa consulta a um médico clínico geral onde o mesmo faz uma bateria de exames e umas “trocentas” perguntas sobre sua vida profissional, pessoal, sexual, e qualquer coisa que termine com “al”… hehehe. Com base em suas informações e do resultado dos exames, ele emite vários pareceres sobre seu estado clínico, dando um diagnóstico para cada problema em seu organismo. Após esta análise, ele o encaminha pra outros profissionais da medicina que sejam especialistas em uma determinada área.

Pois então, nós Webdesigners/Desenvolvedores web, para iniciarmos um novo site e saber realmente se o layout, design, cores, textos, a lógica, a programação, estão de acordo com o projeto, é preciso que o cliente (paciente) informe ao Wedesigner/Desenvolvedor web (médico) todas as informações necessárias para que se possa desenvolver tal projeto. E a obtenção destas informações é o que chamamos de “briefing“.

Com isso, “briefing” consiste no conjunto de informações vindas dos clientes. Estas informações devem ser as mais completas possíveis, pessoal. E tudo isso deve ser feito para que o objetivo seja alcançado.

Mas você se pergunta mais uma vez:

Como saberei se o conteúdo vindo do cliente é o que realmente preciso para iniciar o projeto?”.

Bom, para não nos perdermos ou chegarmos para trabalhar e sentirmos falta de algum dado relevante, aí vão algumas perguntas essenciais que devem ser levadas em consideração para termos êxito no projeto.

1º Qual o negócio do cliente?

Parece uma pergunta boba, óbvio, mas não é. Na verdade, não existem perguntas “idiotas” na nossa profissão, ou melhor, em nenhuma.

A gente tem que entender bem o que nosso cliente vende, produz, oferece, divulga… Também devemos nos colocar no lugar do internauta (consumidor) o tempo inteiro para que tenhamos idéias e nos perguntemos se realmente aquele produto/serviço é vendável. Algumas perguntinhas também devem ser feitas como: qual o preço? Quais as formas de pagamento? Para que serve? Como se usa? É de comer, beber, inalar, etc.? Quais vantagens ele tem com relação à concorrência? Onde pode ser adquirido? É de fácil acesso?

2º Qual ou quais o(s) objetivo(s) geral(is) do projeto?

O que o cliente quer realmente? É vender, divulgar, fixar o nome, a marca? É atrair um determinado público? É dá uma alavancada num determinado produto ou serviço? Baseado nessas informações, devemos estudar a melhor forma de que tais objetivos sejam alcançados.

3º Qual o público-alvo (target)?

Imagine você sendo contratado para elaborar um site onde serão vendidos produtos geriátricos, porém você esqueceu de perguntar até mesmo o que significa a palavra “geriátrico”, hehehehe.

Então elabora um site todo em Flash, cheio de recursos de animação, som e imagem. Utiliza fontes do tamanho 6,5 pt e um menu estilizado e fora dos padrões habituais. Daí, após essa trabalheira toda o projeto é um fracasso e você se pergunta: “o que aconteceu?”. E eu respondo: “meu filho, quem precisa de remédios geriátricos são os idosos!”. Sites voltados para este público são totalmente diferenciados. Tem que ser mais simples, direto, com letras grandes, com cores neutras e etc. Mas pra saber disso, devemos perguntar ao cliente, qual o seu público-alvo, né?!!

4º Fatores limitadores.

Pergunte-se:

O que pode me impedir ou atrapalhar no desenvolvimento do projeto?”.

A resposta pode conter vários itens como: dinheiro destinado ao desenvolvimento, público-alvo, programação, tecnologia, tempo, objetivos. Estes fatores devem ser destacados durante o planejamento do site para que a gente possa analisar se haverá necessidade de terceirizar algum serviço que não é de nossa competência técnica, ou se o tempo for curto, contratar alguém para ajudar neste desenvolvimento.
No caso de “pouca grana” para a criação da aplicação web, tentar criar alternativas mais simples que possam atingir os objetivos propostos pelo cliente, é uma boa estratégia.

5º Documentação disponível

Olha, trabalhar sem conteúdo não dá. Pior ainda é ter conteúdo, mas não ter a quem solicitá-lo. Portanto, devemos atentar para a existência de manuais de normas gráficas, arquivos dos logotipos e peças de marketing, cartazes, folders, vídeos, áudios usados em propagandas de rádio e TV. E, além disso, combinar com quem a gente terá contato direto para nos fornecer tal material (Vide artigo: “O que perguntar ao cliente?”).

6º Concorrentes

Pessoal, devemos “sugar” do nosso cliente o maior número possível de informações sobre seus concorrentes para que possamos estudá-los como eles estão atuando na Internet. Mas pra que isso?

Simples! Para que o site do nosso cliente seja melhor do que a concorrência, óbvio. Portanto, pesquisar na web sobre o que já existe é o primeiro passo.

7º Cronograma

Time is money” – Tempo é dinheiro, meus amigos. E o mau uso dele pode dar muita dor de cabeça tanto pra nós como para nossos clientes. Sendo assim, elaborar um cronograma detalhado sobre o desenvolvimento do projeto é essencial para o sucesso desta empreitada. Além de passar segurança e credibilidade ao cliente, também é uma forma de medirmos se o site está em atraso, adiantado ou de acordo com o cronograma previsto.

Bem, pessoal, terminamos por aqui.

No próximo artigo, Criando um Site Passo a Passo: Parte 3, falarei sobre Arquitetura de Informação.

Até lá.

CarlosHPS Webdesigner 8)

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