Criando um Site Passo a Passo: Parte 3

Olá, pessoal!

Dando continuidade à série de artigos sobre o projeto “Criando um Site Passo-a-Passo”, falarei hoje sobre “Arquitetura de Informação”.

Imagine-se entrando num estádio de futebol, em uma final de campeonato de copa do mundo: Brasil x Argentina. E, obviamente, está “interplanetariamente” LOTAAAADO!!! Não tem lugar nem pra você colocar o pé.

Vendo aquele “mundo de gente” de todas as raças, crenças, nacionalidades… você se assusta um pouco, mas vai entrando devagarzinho até achar a sua cadeira numerada na qual consta em seu ingresso. Depois de quase uma hora no meio da multidão você se dá conta que nem sabe onde você está e muito menos pra que lado deve ir. Daí, olha pra frente e vê um vendedor de cachorro-quente; olha para trás e avista a recepção do estádio.

Aí eu te pergunto:

Você volta pra entrada a fim de obter a informação de qual lugar você deve sentar ou pergunta ao vendedor de cachorro-quente?

É óbvio que perguntará ao vendedor pois nele, encontrará uma resposta mais rápida, não é?

Pessoal, é assim que funciona nos sites. Eu não entendo porque ainda vejo alguns desenvolvedores insistirem em obrigar o usuário a clicar em “home”, para que ele retorne à página inicial do site para acessar uma outra sessão. Isso pode significar, no mínimo, que o usuário não foi pensado em momento algum na hora do desenvolvimento do projeto. E este é um erro que pode ser fatal.

O usuário precisa ter tudo ali, na mão… as informações devem estar sempre disponíveis e de fácil acesso independente do lugar onde ele esteja no site .

E tem mais: o internauta deve ser guiado e orientado em tempo integral. Ele precisa saber onde está , onde foi e aonde irá. Se no estádio que mencionei acima houvesse placas sinalizadoras bem visíveis, provavelmente o torcedor não se perderia e nem sentiria um mal-estar da sensação de estar perdido num lugar no qual nunca havia estado antes.

Então, vamos ver como se cria uma Arquitetura de Informação eficiente?

1 – Organização de Conteúdo

Devemos selecionar todas as informações a serem utilizadas no site e separá-las por grupos. Por exemplo: se estivermos desenvolvendo um site para uma loja de informática, no grupo PERIFÉRICOS se encaixaram todas as informações referentes ao funcionamento, especificações técnicas, vantagens. Já no grupo QUEM SOMOS, tudo que tiver relação com o histórico da empresa e seus colaboradores, deverão contar nele.

2 – Organograma

Pessoal, quando eu dou aula sobre organograma para as minhas turmas, inicialmente o pessoal fica “vesgo”, mas no fim todos entendem sua aplicabilidade. Para simplificar, organograma seria um esquema que utiliza níveis (hierarquia), que podem ser separados por ordem de importância ou de responsabilidade, como nas forças armadas onde a base começa pelo soldado, em seguida, cabo, sargento, tenente, etc.

No caso de um site , é como se fossem os links principais e os secundários (menus e seus submenus ). Veja abaixo:

Organograma - Mapa do Site

Organograma – Mapa do Site

3 – Guia para o Usuário

Depois do organograma pronto, como fazer pra que o usuário siga “o mapinha” direitinho? Bem, não querendo desanimar, mas quando entramos numa loja, somos obrigados a ver 1º a vitrine ou o estoque? Não, né? No site é a mesma coisa: o usuário é livre para ir e vir, clicar onde bem entender. Todavia, um bom design e uma arquitetura de informação bem estruturada faz com que cheguemos a uma aproximação do caminho que queremos que o internauta percorra.

O organograma, nada mais é do que o MAPA DO SITE. É imprescindível que ele seja feito com todos os seus níveis hierárquicos antes mesmo de se pensar em layout das páginas inicial e internas. Geralmente, em sua grande maioria, quando o mapa é mal desenhado ou nem se foi ao menos pensado, poderão acontecer conflitos entre programação, design, arquitetura de informação e outros quesitos, lá na frente. E isso significa perder tempo pra corrigir os erros ou refazer tudo.

Outra coisa: é importante que o responsável pela arquitetura de informação (arquiteto) acompanhe todos os layouts de todos os níveis do site para que não haja uma decepção com relação ao usuário. Quantas vezes entramos em um site cuja “home page” é sensacional e as páginas internas um completo fiasco.

Mediante o mapa concluído, agora sim, a etapa de desenvolvimento do design poderá ser desenvolvido, tendo assim informações corretas para que a inspiração não seja interrompida por algum erro de informação ou falta dela no procedimento anterior.

Bem, pessoal, termino por aqui o post Criando um Site Passo a Passo – Parte 3.

No próximo artigo, falarei sobre Criando um Site Passo a Passo – Parte 4 – Design.

Até lá. ;-)

CarlosHPS Webdesigner 8)

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